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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Aplicativos não-educationais

Aplicativos não educacionais usados na sala de aula ELT

A quantidade de aplicativos disponíveis para os diversos dispositivos beira o infinito. Tem aplicativo pra tudo! Duvida? Olha só...

Na onde do i (iPad, iPod, iPhone e i o que você quiser) a Hottrix um empresa americana de Las Vegas criou o iBeer, afinal poucas coisas na vida são melhores do que tomar um bom copo de cerveja, pensando nisso os criadores deste app resolveram transformar o seu smartphone no cobiçado copo de cerveja gelado - com bolhas, espuma e tudo o que tem direito - e simula até mesmo que a pessoa está bebendo se ela encostar a boca em um dos cantos do copo (digo, celular) e incliná-lo. Parece inútil né? Mas o iBeer já foi escolhido como o melhor app da Apple Store e foram mais de 90 milhões de downloads. Vai entender...

Lembra do Tamagotchi? Aquele bichinho virtual dos anos 90? Aquele que toda criança tinha? O Look after you stone é praticamente a mesma coisa, mas aqui você cuida de uma pedra. Uma pedra... pedras que não morrem e não murcham. Aí você me pergunta qual é a moral da coisa, então. Segundo a Random Apps, a criadora do aplicativo “esse jogo ensina a importância de dar sem esperar nada em retorno”. Ah, você ainda pode escolher qual tipo de pedra que quer cuidar, dar um nome para ela e ainda pode vesti-la e usar acessórios. Nem preciso dizer que é um sucesso!

Mas no universo de aplicativos tem muita coisa legal e dentro desse universo podemos encontrar vários aplicativos que podem nos ajudar na sala de aula de inglês. Aqui em baixo tem 10 dos aplicativos que discutimos em sala de aula (lá no IEL da Unicamp nas aulas de Tecnologia Digitais e Móveis e Ensino de Línguas Estrangeiras) e como eu introduzi um deles na minha aula na semana passada.

A lista foi numerada de 1 a 10 simplesmente pela organização, a numeração não tem nenhuma escala de preferência ou de app mais utilizado e nada nesse sentido.

1.   SITES – Esses sim são infindáveis! Uso muito para exercícios online, aqueles que os alunos fazem e tem a correção ali mesmo, sem espera, feedback automático. E uso também para flashcards, principalmente para as crianças. Dá uma olhada:

2.   BLOGS – Outra ferramenta legal são os blogs e o que eu acho mais legal aqui é que em uma postagem a gente consegue um monte de informações sobre o tópico que estamos pesquisando. No mesmo lugar a encontra lesson plans, vídeos, exercícios, referências. Aqui estão alguns que eu visito:

3.   YOUTUBE – Em 2011 cerca de 48 horas de vídeo eram uploaded no Youtube a cada minuto e é claro que tem de tudo por lá também mas, o que é importante pra gente é que tanto alunos quanto professores podem se beneficiar com o conteúdo destinado a aprender inglês que tem por lá. Como professora e formadora de professores vejo no Youtube uma grande ferramenta de auxílio e coloquei alguns dos canais que uso aqui em baixo: 
     Carina Fragozo – English Brazil 
     Jennifer ESL – Learn English with Jeniffer 
     Demo Lesson – TesolatRennertNYC

4.   TED – Uma organização sem fins lucrativos dedicada ao lema “ideias que merecem ser compartilhadas”. Começou há 26 anos como uma conferência na Califórnia, e, desde então, o TED tem crescido para apoiar ideias que mudam o mundo através de múltiplas iniciativas. Aqui fica difícil escolher esse ou aquele vídeo, então coloquei um que fala um traz o Diretor de Tendências do YouTube falando porque os vídeos go viral.




E que tal um vídeo para dar um boost na motivação dos professores?



5.    Wix – você professor ainda não tem site? Não tinha. Você professor ainda não criou um site para usar com seus alunos? Agora pode! Use o Wix, é fácil, divertido e o melhor, é de graça!

6.   Autorap – a moçada curte um RAP? Faça o seu! O aplicativo Autorap transforma uma simples fala se torne uma música muito legal. Basta selecionar uma música e gravar com seu estilo. Você pode Change Beat e assessa músicas de rapper conhecidos para como base para sua criação.
  
7.    My talking avatar – Conhece o movie maker? Esse é um app pra fazer avatar. A versão gratuita tem algumas restrições, mas ainda dá pra se divertir. Imagine só quantas ramificações podemos ter disso na sala de aula.

8.  Tellagami – é um aplicativo gratuito onde podemos montar filmes curtos que o aplicativo chama de “gami”. Esse aplicativo não foi desenvolvido para ser um app educativo mas os usos na sala de aula são muitos. Saiba mais aqui.
  
9.   Pixton – Sem dívida um dos meus favoritos. Em sua página inicial eles usam a seguinte frase: Pixton empowers the world to communicate graphically with comics.  O que é S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L!!! Com a tecnologia utilizada no Pixton a gente consegue criar personagens em diversas poses, com diversos backgrounds, com acessórios, com bolhas de diálogos. Uma delícia. Eu ainda estou descobrindo as possibilidades. Lá no Youtube tem um tutorial para que me ajudou bastante, vai lá!

10. Instaquote – esse eu achei muuuuuito legal também. Sabe aquelas fotos que a gente encontra na internet que servem de fundo para frases famosas? O Instaquote faz pra você num piscar de olhos! Esse aqui em baixo eu fiz enquanto durante a aula...


Por ser fácil de usar, escolhi esse aplicativo e usei na minha sala de aula. Até o final da semana coloco o Lesson Plan no ar.





terça-feira, 27 de outubro de 2015

Thanksgiving - a lesson plan

Thanksgiving - a lesson plan



Here you will find the schematics for a Thanksgiving lesson.

This lesson caters children from 7 to 12 in language private schools.

This lesson makes use of social media to engage students and their families to take part in many steps of the lesson.

This can be used as an extra project so the children from different ages work together. Also this lesson will require something between 3 to 4 meetings until it reaches the Thanksgiving dinner.

It is a must that the whole school and the families are involved since there are some activities such as a food drive and a dinner preparation.

The presentation was done with Prezi, you just need to click here and if you need the detail lesson plan please let me know and I can e-mail you. ;o)


Enjoy!!

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

To blog or not to blog?

Para professores e estudiosos do processo da aprendizagem nomes como Piaget, método behaviorista, método montessoriano, Vygotsky não são nenhuma novidade. Esses nomes e o que eles remetem fazem parte do dia a dia de quem está envolvido com a educação. Porém para quem está envolvido com o ensino de idiomas esses nomes podem ser novos e ainda despertar a sensação do tipo "isso não serve pra nada". Quer saber? Esses nomes servem para muitas coisas. Mas, não vamos aqui entrar em detalhes de cada um deles (se quiser saber mais sobre cada um deles é só clicar nos nomes acima).


O assunto a ser abordado hoje é como um psicólogo bielo-russo morreu há mais de 70 anos, influencia metologias de ensino, desenvolvimento de material didático e, principalmente, as aulas de inglês. Resumindo os estudos de Vygotsky de uma maneira muito simples, ele indica que o ser humano se desenvolve a partir das relações sociais que este ser tem durante sua vida. Aplicando esses pensamentos ao processo de ensino-aprendizagem, pode se dizer que construímos nosso conhecimento de acordo com as interações que vamos tendo ao longo do processo de aprendizagem que vão se dando nos mais variados contextos. Essa corrente pedagógica que se originou do pensamento de Vygotsky é chamada de socioconstrutivismo ou sociointeracionismo. 

Achou complicado esse tal de socioconstrutivismo? Esse vídeo pode ajudar a descomplicar.


Vygotsky na sala de aula de inglês
Será que isso se parece com o que você faz na sua sala de aula de inglês? Nas aulas de inglês, principalmente aquelas onde se trabalha o método comunicativo, o aprendizado acontece com interações, dentro de um contexto, onde o professor se torna um facilitador do aprendizado, ou seja transferindo a corrente pedagógica de Vygotsky para o micro mundo da sala de aula, fazendo com que os alunos criem relações sociais em contextos próximos a contextos reais onde o professor pouco interfere nessa construção. 


Para aprender um novo idioma precisamos de:
  • contexto - simulando uma situação corriqueira para que possamos nos imaginar, enquanto alunos, vivenciando aquele momento; ou seja precisamo de relações sociais;
  • relevância - se o que está sendo proposto não for relevância social para os alunos, surge aquela questão "pra serve isso?";
  • personalização - caso que está rolando em sala de aula não poder ser usado pelo aluno em nível pessoal, perdeu... perdeu o aluno;
  • interação - se os alunos não interagem entre eles, como vão colocar em prática social o que aprenderam em sala? É preciso socializar a língua!

So does it ring a bell? Será que agora é possível perceber a presença do socioconstrutivismo nas aulas de inglês?

Agora você querido leitor deve estar se pergunto: tá, o que isso tudo tem a ver com blogar ou não blogar??? TUDO!!!!
O conjunto dos blogs disponíveis hoje é praticamente infinito, querendo dizer: seja qual for seu contexto, tem um blog pra você. Quando buscamos um blog, buscamos porque precisamos de alguma informação específica ou porque gostamos do assunto, buscamos relevância entre nós, leitores, os blogs visitados. De alguma for ou de outra buscamos algo nos blogs que nos toquem de forma pessoal, eu visito com frequência os blogs de culinária que eu sigo, porque eles "falam" comigo de uma forma muito pessoal.

Na minha singela opinião, um dos passo mais importantes para o aprendizado e aquisição de uma língua estrangeira é a interação. E aí vai uma pergunta: existe algo mais interativo que um blog? Podemos comentar, responder, bater papo com o autor e com outros leitores que comentaram o blog. Interação modo hard.

Mas, como usar blog nas aulas de inglês?
Primeiro, o professor precisa definir que tipo de interação será feita (professor com aluno; aluno com professor; aluno com aluno) e para saber como isso vai acontecer é preciso levar em consideração qual a ferramenta para a veiculação do blog foi usada e quais tipos de interações essa ferramenta permite.
As interações também dependem do tipo de postagem que o professor disponibiliza a seus alunos. As que geram mais comentários são aquelas que dão espaço à sugestões, à perguntas, à reflexões.
Outra maneira de trazer o blog para a sala de aula sem ter a responsabilidade das postagens (por que vida de professor não é fácil, né?) é incluir em suas aulas alguns textos, artigos, tópicos que foram retirados de blogs de outros autores. Aqui podemos pedir aos nossos alunos que tragam algo de um blog de seu interesse ou se seus alunos blogam, por que não usa-los?

#ficaadica
Vocês usam blog em suas aulas?
Se a resposta for positiva, divida seu know-how conosco. Mas, se sua resposta for negativa, porque não tentar e dividir essa experiência com a gente?